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Everest Digital: contribuição para o avanço de políticas públicas que impactam o setor de Data Centers

O crescimento acelerado da Inteligência Artificial, da computação em nuvem e da economia digital vem redefinindo o papel da infraestrutura tecnológica em escala global. Nesse cenário, os data centers deixam de ser apenas suporte operacional e passam a ocupar uma posição central como base estruturante para inovação, processamento de dados e desenvolvimento de serviços digitais.

Esse movimento também ganha força no Brasil. Em abril de 2026, o tema ocupou posição de destaque na agenda estratégica nacional, com a realização de uma audiência pública no Senado Federal, promovida pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT). O debate teve como foco o Projeto de Lei nº 3.018/2024, de autoria do senador Styvenson Valentim, que propõe diretrizes para a operação de data centers voltados à Inteligência Artificial no país.

Mais do que uma discussão regulatória, o projeto sinaliza uma mudança de paradigma, pois os data centers passam a ser tratados como infraestrutura crítica, essencial para sustentar o crescimento da economia digital brasileira. A proposta, sob relatoria do senador Vanderlan Cardoso, busca estabelecer bases que conciliem segurança da informação, transparência, eficiência energética e responsabilidade socioambiental, pilares fundamentais diante da crescente demanda por capacidade computacional.

Everest Digital em escala para o futuro

Neste cenário, a atuação de empresas como a Everest Digital se destaca. Mais do que operadora de infraestrutura, a empresa se posiciona como um elo entre a prática operacional e a construção de políticas públicas, contribuindo ativamente com conhecimento técnico e visão de mercado em discussões estratégicas para o setor.

A participação da empresa em audiências públicas reforça esse papel. Durante o debate na CCT, a Head de Infraestrutura de Data Center (Facilities), Gisele Santos, levou ao centro da discussão a perspectiva de quem atua diretamente na operação dessas estruturas em um cenário de alta demanda por processamento de IA. Sua contribuição destacou a necessidade de compreender a infraestrutura digital como um ativo estratégico nacional, cuja evolução depende de um ambiente regulatório baseado em previsibilidade para investimentos de longo prazo, alinhamento com práticas sustentáveis e integração com a realidade energética do país.

Essa atuação institucional também é refletida na liderança da empresa. O CEO Gleysson Klynger tem participado ativamente de agendas no Senado, incluindo discussões anteriores sobre o mesmo projeto de lei, reforçando o compromisso com o desenvolvimento de um ecossistema digital robusto, seguro e eficiente. Em suas contribuições, destaca-se a defesa de uma inovação responsável, pautada pela eficiência energética, ética e segurança cibernética.

Ao integrar experiência prática com participação ativa no debate regulatório, a Everest Digital se posiciona não apenas como representante do mercado de data centers, mas como uma das protagonistas na construção do futuro da infraestrutura digital no Brasil.

Data centers como vetor de soberania digital

No Brasil, os data centers vêm sendo cada vez mais reconhecidos como um vetor estratégico de soberania digital, na medida em que constituem a base para o armazenamento, processamento e gestão de dados em larga escala. Em um contexto de crescente digitalização, garantir que essas capacidades estejam localizadas e estruturadas no território nacional é fundamental para ampliar a autonomia tecnológica e a segurança da informação.

Um exemplo relevante nesse sentido foi o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata), iniciativa que procurava reforçar o papel dessa infraestrutura no fortalecimento de áreas estratégicas da Indústria 4.0, como computação em nuvem, inteligência artificial e Internet das Coisas. A medida provisória chegou a ser aprovada pela Câmara dos Deputados, mas perdeu a validade por não ter sido votada pelo Senado dentro do prazo legal.

O Redata previa incentivos fiscais e diretrizes específicas para estimular investimentos em novas instalações no país, contribuindo não apenas para a expansão da capacidade instalada, mas também para a desconcentração regional e o desenvolvimento sustentável do setor. Ao criar um ambiente mais atrativo para investimentos de longo prazo, o programa também atuava na redução da dependência de infraestruturas estrangeiras.

Enquanto outras iniciativas e propostas de lei seguem na pauta de discussões em Brasília, o avanço de políticas públicas voltadas à infraestrutura digital pode posicionar o Brasil de forma mais competitiva no contexto global, ao mesmo tempo em que fortalece sua capacidade de desenvolver, armazenar e proteger dados de maneira estratégica.

Potencial do Brasil para operar data centers

O Brasil possui um potencial concreto de crescimento no setor de data centers. De acordo com estudo recente da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), o país pode atrair cerca de US$ 92 bilhões (equivalente a 460,7 bilhões de reais) em investimentos até 2031. Desse total, aproximadamente US$ 69 bilhões (cerca de R$ 345,3 bilhões) devem ser destinados à aquisição de equipamentos e US$ 23 bilhões (R$ 115 bilhões) à infraestrutura, no período entre 2025 e 2031.

Somente em 2025, os investimentos já somaram US$ 9 bilhões (cerca de R$ 45,2 bilhões) sendo US$ 7 bilhões (R$ 35,1 bilhões) em equipamentos e US$ 2 bilhões (aproximadamente R$ 10 bilhões) em infraestrutura. O movimento reforça o apetite do mercado e o avanço acelerado da demanda por capacidade computacional, impulsionada principalmente pela inteligência artificial.

Empresas do setor projetam um crescimento ainda mais expressivo nos próximos anos, ao mesmo tempo em que intensificam negociações com o Congresso Nacional e governos estaduais e federal para viabilizar melhores condições tributárias. Nesse contexto, propostas como a redução de até 90% do ICMS sobre equipamentos e a revisão de tarifas de importação se destacam.

No entanto, apesar do volume de investimentos, o Brasil ainda enfrenta barreiras estruturais relevantes. O custo de implantação de data centers no país permanece elevado, o que compromete sua competitividade global.

Um exemplo claro está no CAPEX (Despesa de Capital) de um data center de grande porte, com capacidade de 100 MW. No Brasil, esse custo pode ser, em média, 34% superior ao de uma estrutura equivalente nos Estados Unidos. Segundo as entidades do setor, a carga tributária sobre bens de capital e tecnologia é o principal fator de impacto, sendo que o ICMS sozinho representa cerca de 64% dessa carga.

Diante desse cenário, fica evidente que, para sustentar o crescimento e ampliar sua relevância global, o país precisa avançar na criação de um ambiente mais favorável à atração de investimentos em infraestrutura digital.

O diferencial da Everest Digital

Mesmo diante de um cenário desafiador, algumas empresas já se posicionam de forma estratégica para o futuro. É o caso da Everest Digital, que opera o primeiro data center Tier III com capital 100% nacional preparado para a era da inteligência artificial.

Mais do que aguardar incentivos, a empresa atua de forma alinhada aos princípios de soberania digital, inovação e eficiência operacional. O posicionamento da Everest Digital reforça o compromisso com a entrega de infraestrutura robusta, segura e atualizada, capaz de atender às demandas de um mercado cada vez mais orientado por dados e processamento intensivo.

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Redação Everest

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